Diante da crise no estudo da comunicação não-verbal, que vem se estabelecendo, e das polêmicas sobre o estudo acadêmico desse tema, resolvi elaborar três vídeos com reflexões sobre o que está ocorrendo.
Em resumo, argumento sobre três aspectos em relação à crise no estudo da comunicação não-verbal:
1ª Parte – A necessidade da evolução dos métodos científicos;
2ª Parte – O narcisismo, o personalismo, o egoísmo e a ganância que permearam os últimos 20 anos no estudo e na divulgação científica do tema;
3ª Parte – Aspectos sociais mais amplos, como as possíveis violações aos direitos humanos e questões éticas relacionadas à análise do comportamento.
1ª Parte
Nesse vídeo são realizadas reflexões sobre o modelo de ciência e seus resultados. Conclui-se que métodos que fragmentam o objeto para o seu estudo não são suficientes para dar conta do estudo de todos os aspectos do comportamento humano.
Então novos métodos “científicos” e novos instrumentos devem ser desenvolvidos para melhorarmos a inteligibilidade para o estudo do comportamento não verbal.
2ª Parte
Essa parte trata de aspectos sobre a organização da produção científica de forma competitiva e procura levantar quais foram os desdobramentos de um contexto em que o narcisismo, o culto à personalidade, o egoísmo e a ganância permearam os últimos 30 anos no estudo e na divulgação científica na comunicação não-verbal.
3ª Parte
Essa parte levanta aspectos relevantes sobre como a elaboração de produtos, para além de possibilidades das teorias que, supostamente, lhes davam suporte científico, vem causando possíveis violações aos direitos humanos.
Reflete-se, também, sobre como os “produtos” caíram em descrédito, o que deu base para uma reação contrária desproporcional em relação ao contexto teórico em que foram elaborados.
Para aprofundar
A crise no estudo da comunicação não-verbal aparece quando sinais do corpo viram certeza rápida sobre emoção, intenção ou mentira. Para continuar a leitura com mais critério, siga por estes caminhos:
- 9 mitos da linguagem corporal — veja por que gestos, posturas e expressões sugerem hipóteses, mas não provam o que a pessoa sente ou pensa.
- Proteção da decisão — entenda como reduzir conclusões apressadas em situações de pressão, influência e ambiguidade.
Saudações
Sergio Senna
Sobre isso, você pode ver esse artigo [em inglês]
