Para quem estuda expressões faciais, é bastante interessante prestar atenção às emoções pelas rugas, aos “vestígios emocionais” que as nossas emoções deixam e que ficam visíveis por meio das rugas que encontramos em nosso rosto. Não se trata de uma ciência exata, mas podemos perceber mudanças na face diante de eventos em um dado tempo.
Recomendamos que leia o artigo “Rugas: Os indicadores da ação facial“, pois o mesmo dará uma base do funcionamento fisiológico que ocorre em nossa pele.
No site de Claire Felice (fotógrafa) podemos ver um ensaio que realizou com soldados que serviram no Afeganistão. Observem a imagem abaixo do soldado antes, durante e depois de seu serviço militar. Será que esta experiência (não agradável por sinal) os modificaram profundamente?
E ainda, será possível perceber tais mudanças internas em sua face? Estes questionamentos fascinaram Claire Felicie , que fotografou os rostos de 20 fuzileiros navais holandeses, antes, durante e depois da sua viagem de serviço no Afeganistão.

Analisando as expressões de marcas faciais antes e depois, podemos perceber que a experiência da guerra modificou seus traços faciais (e seus pensamentos?), entretanto, devemos ter em mente alguns critérios:
- não é fato que as marcas em nossa face tenham se modificado exclusivamente por experiências que vivemos, fatores ambientais também são um forte agente modificador;
- a expressão mostra uma possível experiência que vivenciamos, mas não necessariamente nosso estado atual: as coisas mudam;
- não existe um tempo determinado para tais alterações.
O que você pode ter certeza é que as rugas de uma pessoa contam a sua história emocional. Mas não são apenas as situações que nos fazem experimentar uma determinada emoção.
Portanto, muito cuidado com as conclusões que tira diante da face alheia.
Até a próxima,
Edinaldo Oliveira e Sergio Senna
